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A Disciplina de Regência nos Cursos de Formação em Educação Musical

  • 29 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura

A palavra reger, que tem origem no latim, significa conduzir, dirigir, direcionar. Neste sentido, regência é o ato de reger, ou seja, de conduzir, orientar, de dirigir um grupo musical, seja ele uma banda de música, um coro ou uma orquestra. Quando se pensa em regência, é inevitável não relacioná-la apenas ao gestual do regente. Contudo, a arte da regência bebe na fonte de diversos conhecimentos, não limitando-se apenas à questão do gestual.


Acredita-se que a regência veio da necessidade que os músicos tiveram para conduzir os primeiros coros, ainda na idade média, no cantochão, nas primeiras manifestações da música vocal feita na igreja. Mas, certamente, foi na música instrumental, impulsionada pela evolução da orquestra, que a regência se consolidou.


E aí surge uma questão: Qual a diferença entre maestro e regente? A palavra maestro, também originada do Latim, significa mestre, professor, aquele que ensina. Desta forma, em qualquer grupo musical, seja de música popular ou erudita, desde uma banda de rock até uma orquestra, o maestro é aquele músico mais experiente, que lidera o grupo, que ensaia o grupo, que ensina o grupo e, portanto, é o verdadeiro mestre. Em alguns casos, este mestre pode tocar junto com o grupo como Ray Connif, Severino Araújo, Pixiguinha, Andre Rieu, dentre outros.


O regente, por sua vez, além de possuir todas as competências de um maestro, também precisa dominar a arte da regência, que exige uma série de conhecimentos adquiridos formalmente como técnica de gestual, harmonia, contraponto, historia da música, estudo de partitura, técnicas de ensaio, preparação de um concerto, etc. O regente é aquele músico que formalmente estuda ou estudou a arte da regência. Assim, podemos dizer que todo regente é um maestro, mas nem todo maestro é um regente.


A disciplina de regência nos cursos de formação em Educação Musical tem por objetivo introduzir o professor de música na arte da regência, apresentando os princípios básicos da regência e fornecendo ferramentas necessárias à condução de grupos musicais escolares, seja na preparação do repertório, na condução do ensaios ou na realização de concertos.


No âmbito do trabalho escolar, é essencial que o educador musical conheça pelo menos os fundamentos básicos da regência, que incluem o gestual, o estudo de uma partitura, técnicas de ensaio e de performance. Ao utilizar os fundamentos da regência em sua práxis escolar, mesmo com grupos musicais não experientes criados dentro de sala de aula, o professor/regente obterá resultados satisfatórios que serão externados não apenas esteticamente mas, principalmente, na qualidade do produto musical apresentado pelos estudantes que estão sendo conduzidos.


Assim, torna-se indispensável ao educador musical de hoje a utilização da regência nos grupos que dirige dentro da escola, sejam eles coros, grupos de flautas, grupos de violões, bandas ou fanfarras. Ao utilizar corretamente os princípios básicos da regência, o professor de música estará contribuindo para um ensino de música mais efetivo e ensinando música “musicalmente” não somente para os alunos, mas também para toda a comunidade escolar.

Referências

França, Arley. Descomplicando a arte da regência. Fortaleza: AX4, 2018.

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